O que pode roubar carga de uma bateria

O que pode roubar carga de uma bateria

É muito comum dizer que algo está roubando carga de uma bateria. Mas quase sempre essa é uma justificativa por não saber a causa do problema. Depois que tudo foi verificado, como: estado da bateria, troca de bateria, teste em alternador e arranque, fiação principal, e ela continua descarregando, então surge a ideia de que algo está roubando a carga dela.  Na gíria é conhecido como: “ladrãozinho de carga”. O que poderia ser? E como descobrir que algo está roubando carga da bateria?

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Quando uma bateria descarrega totalmente, ou parcialmente, de um dia para o outro, pode ser que algo tenha ficado ligado durante a noite, ou por horas durante o dia, sem que o motorista notasse.

Normalmente são: chave esquecida ligada no carro, farol ou qualquer outra luz acesa, ou até mesmo uma porta aberta onde a luz de teto ficou acesa. Muitas vezes esta luz de teto também é esquecida acesa quando o motorista a liga dentro do carro. Uma maneira de saber se foi algo assim que descarregou o carro é observar o que vai ligar quando uma chupeta, ou carga auxiliar é aplicada para fazer o carro funcionar.

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No momento da chupeta, imediatamente o “ladrão” é pego no flagrante com um farol que acende, o painel ou mesmo o rádio ligando na ultima estação ouvida, etc. Outros locais onde este ladrão de carga pode se esconder seriam: porta-luvas, quando ele tem iluminação; porta-malas também iluminado. Neste caso ele fica escondido mesmo, sendo necessário alguns truques de eletricista, ou detetive, para saber se a luz continua acesa mesmo quando as portas são fechadas. Uma sugestão é colocar um celular dentro do porta-luvas, ou porta-malas, e filmar se a luz permanece acesa. Imaginação também é bem-vinda nesses casos. Outra maneira de descobrir se algo está roubando a carga de uma bateria, seria o teste de fuga de corrente. O modo mais correto é usar uma alicate amperímetro de corrente contínua. Ele seria aplicado ao positivo da bateria e a fuga medida no visor. Mas na falta de uma ferramente assim, podemos usar a antiga e ainda boa lâmpada de teste, a mesma usada para testar fusíveis. Mas nesse caso é recomendado usar uma lâmpada de 10 watts, que não é tão forte para algo escapar, e  nem  tão fraca para não acender. O procedimento é desligar o negativo da bateria e ligar a lâmpada em linha entre o pólo negativo e o cabo do carro. Com tudo desligado no veículo e suas portas fechadas, a luz não pode acender. No máximo pode dar uma piscada e apagar. Quanto mais forte ela acender, maior a carga, ou o acessório que está causando a fuga. Se acender forte, e não apagar, começa um trabalho de procura. Uma opção para descobrir seria ir desligando fusível por fusível, até a luz ligada na bateria apagar. Em seguida você deve consultar o manual para saber qual circuito este fusível protege e ir direto no acessório indicado. Mas esse processo é mais recomendado para veículos com pouca eletrônica embarcada, pois alguns fusíveis podem desligar itens delicados, que não podem ficar sem energia.

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 fuga-de-corrente-2Repare nas fotos ao lado. A da esquerda mostra a lâmpada de teste ligada em linha com o negativo de uma bateria (clique em cima para ver melhor). No caso não tem fuga, pois a lâmpada permaneceu apagada. Já a direita temos a mesma situação, porém abrimos a porta do carro e a luz interna acusou ao acender a lâmpada de testes. Isso seria uma fuga de corrente bem forte. Concluindo: o que pode roubar carga de uma bateria, embora seja uma situação rara, é normalmente lâmpada acesa fora das vistas do motorista. O resto quase sempre é por esquecimento de algum acessório ligado. Uma dica: kit de mídia, ou DVDs, instalados em loja de acessórios, podem roubar carga se não forem ligados de forma correta. Fique de olho nisso. Forte abraço para todos e qualquer dúvida pode ser publicada nos comentários.

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This article has 8 Comments

  1. Olá, rastreadores e alarmes roubam muito da bateria? Tenho rastreador e alarme no meu carro, e estou receoso do alternador não conseguir carregá-la, pois uso pouco o carro. Considerando um carro popular, tipo um gol 1.0, andando com ar e faróis ligados, sobram aproximadamente quantos amperes/hora direcionados a carregar a bateria?

    1. Olá Vieira. Rastreador e alarme consomem somete se acionados, como uma armadilha para ratos. Quanto aos amperes/hora, somente dos farois são cerca de 9A de gasto e o ar tem que medir, pois varia muito. Mas com certeza com os dois ligados pelo menos 1/3 da potência do alternador estará sendo usada. A bateria fica sempre carregada enquanto o alternador estiver ok, liberando a carga que o sistema elétrico exige da bateria. Mas uma carro que roda pouco, em relação a bateria, tem que ser ligado com alguma frequência para manter a densidade da bateria, que seria a capacidade dela de armazenar carga.

  2. Ola fernando feliz ano novo ,tenho uma duvida sobre um gol g2,qie a ventoinha nao liga mesmo ligando os dois fios so cebolao,e os fuziveis estavam todos acendendo com a lampada teste ,aera que e o rele o que poderia ser desde ja agradeço.

    1. Olá Marcelo. Grato por sua participação no site. O correto é medir a corrente na ventoinha. Tem que chegar positivo e negativo com os fios do cebolão ligados (do radiador). Mas tome cuidado, pois a ventoinha pode ligar e te machucar. Pode ser relé ou até o motor dela com defeito interno. Se a lampada acender na fiação perto da ventoinha (que entra na ventoinha) então tem que tirar ela. Muitas vezes mexendo na tomada dela ela arma.

  3. Olá, Fernando.

    Sou muito pouco experiente com carros e recentemente instalei um rádio no meu Gol 1.0. Não possui ar nem nada, mas acabei esquecendo o rádio ligado durante 3 horas que estive fora (sei que é burrice). Consumiu muita bateria? O carro ligou normal depois.

    Obrigado,
    Rafael

    1. Olá Rafael. Grato por participar. Se o carro pegou normalmente, então consumiu pouco pelas três horas de rádio ligado.Se ela vier a falhar, então basta aplicar uma carga lenta em uma oficina de elétrica de carros.

  4. Olá Fernando,
    Estou desesperado com o meu caso. Tenho uma Peugeut 407 SW 2.0 HDI de 136 cavalos de 2005. Ao fim de 5 anos com uma bateria Tudor, troquei há 17 meses por uma outra sugerida na oficina para este modelo (Bosh 74Ah 680A S4). Desde que foi instalada, que o carro circula sem problemas um mês, ou dois meses ou até 3 semanas e de um momento para o outro o motor entra em protecção (em andamento não passa das 3000 Rpm) e nestas situações ao parar e desligar o carro, este vai perdendo bateria até que por exemplo de manhã ao tentar abrir e ligar o carro, este está com a bateria descarregada, totalmente morto. No ultimo ano aconteceu isto pelo menos umas 7 ou 8 vezes em intervalos diversos (dois meses, um mês, uma semana, etc…). A forma de pôr o carro a funcionar tem sido “encostar”a bateria de um outro carro que tenho e depois tudo fica bem por mais uma temporada de uma semana, um mês ou dois, até voltar novamente tudo a acontecer. Há dois dias voltou a parar a bateria e nem com o “encosto” de outra pegou. Mandei o carro para a oficina onde me disseram que a bateria morreu mesmo . Isto é durou 17 meses. Vim a saber hoje que a amperagem que a marca indica para a minha Peugeot é de 77Ah mas a Bosh que me puseram lá é de 74Ah. Terá sido esta a razão destas avarias ou será algo mais complicado?
    Obrigado,
    Luís A.

    1. Olá Luis. não existe muita diferença de 77 para 74. O carro deveria funcionar normalmente até com uma de 60 ( e, segundo o aplicativo da Moura sua bateria é um 60A caixa alta na reposição) Eu sugiro que troque a bateria, mas que também mande medir o alternador e sua fiação. pode ser um defeito intermitente. O carro também não pode ficar muito parado, pois diminui a vida da bateria. Por fim a marca Bosch – que é segunda linha da Heliar – não agrada muito os instaladores em BH. Elas tem durado pouco.

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