Essa matéria é para o Uno mais antigo ou os de “lataria” mais antiga. O Uno foi um sobrevivente raro. No meio do alto avanço tecnológico ele permaneceu firme, principalmente na aparência que mudou muito pouco. As poucas mudanças foram para tentar melhorar o modelo. Mas como melhorar o que deu certo? Nessa equação sempre haverá o tempo, a sociedade envolvida, enfim: o gosto de uma geração muitas vezes é contra qualquer tipo de mudança, principalmente se for com carros e um automaníaco. Mas as gerações envelhecem e passam antes de sumirem simplesmente porque suas opiniões não influenciam mais a  lei da oferta e da procura. Por isso as montadoras elaboram mudanças: pensando, no presente, no  mercado futuro.

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Dono de uma mecânica com manutenção barata, o Uno conquistou rapidamente o mercado brasileiro. Também é bom lembrar que os modelos da época eram bem atrasados em relação ao lançamento da Fiat, inclusive um da mesma montadora – o ultrapassado Fiat 147. Este foi um exemplo de como um carro pode fazer barulhos com o tempo. Barulhos que nem mesmo a fábrica poderia imaginar. É assim porque os carros europeus da época – de onde vem o 147 e o Uno – não foram planejados para ficar em circulação por décadas. Bem diferentes dos seus antepassados que até hoje rodam com as mesmas características, como o Fusca, por exemplo. Isso também foi uma questão de mercado.

Barulho na suspensão traseira do Uno

Mesmo assim, o Uno herdou um pouco dos barulhos do Fiat 147. Bem menos defeitos seria a afirmação correta. Mas é exatamente em um carro mais silencioso que qualquer barulho fica estridente, irritando profundamente o motorista. Existe um ruído no Uno que também acontece com o tempo de uso. É  nítido para o motorista que ele acontece na traseira, em baixo, e no lado direito. Parece um ruído de ferro raspando em ferro e é a princípio enganador, pois quase sempre leva proprietários e mecânicos ao erro e dúvida. Principalmente do profissional que parecia ter certeza ser um problema em alguma parte da suspensão traseira. Afinal, por ali existe uma peça chamada de feixe de molas, um nome bem apropriado para fazer barulhos.

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 Muitos também desconfiam de buchas, amortecedores, e outras possibilidades, por mera falta de experiência com a situação. Mas o bom profissional  não troca peças apenas suspeitando do defeito, principalmente se ele for um mecânico experiente. Mesmo o tempo de serviço pode confrontar alguém com algo que nunca viu, ou que até seja um daqueles defeitos que nem os engenheiros da fábrica podiam imaginar.

É obvio que podem acontecer diversos tipos de barulhos em uma suspensão de Uno, ou de outro modelo qualquer. Porém, nesse caso, o barulho vem de uma outra peça, que não faz parte da suspensão, mas fica ali, colada nela, confirmando o local que engana muitos. Repare na foto abaixo um escapamento de automóvel. Talvez não seja um de Uno, mas a ilustração serve para o caso. A pequena barra que sai da esquerda para a direita é um dos pontos de fixação do escapamento na estrutura do veículo. Com o tempo ocorre um desgaste por ali, principalmente devido a água e poeira acumulada no local, que é bem exposto a tais situações. O tal rangido que incomoda e engana, vem deste local. Normalmente são descobertos em oficinas de suspensão que são equipadas com elevadores de automóveis. Isso depois de reclamação do cliente, o que leva a um teste simples do instalador: sacudir a descarga. O local do barulho é percebido imediatamente.

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Como consertar?

É algo muito simples. Se a descarga estiver antiga aproveite e troque-a. A solução é fazer uma pequena aplicação de graxa no local descrito na foto e pronto: o barulho vai sumir de vez. O efeito será o mesmo, se você resolver não trocar o escapamento. Mesmo que tudo em uma suspensão, ou perto dela, possa causar diversos ruídos, vale a pena pedir ao seu mecânico que passe uma graxa no local. Não vai custar nada e talvez até alivie o seu bolso de trocas desnecessárias de peças.

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