O que é um curto?

Tecnicamente um curto é o menor caminho percorrido por uma corrente em um circuito elétrico qualquer. Por isso também é chamado de “curto-circuito”. Quanto mais perto um do outro, maior a chance de curto entre o positivo e o negativo que alimentam um determinado circuito. O resultado final vai ser muita fumaça, danos talvez irreparáveis no sistema, e até o risco de incêndio. Isso também vale para a parte elétrica do seu carro. (Mito: um curto não descarrega uma bateria) Mas não fique assustado com a definição acima. Afinal os nossos carros são projetados para evitar a sequência de um curto, interrompendo-o antes mesmo que uma fumacinha apareça. E com o passar dos anos, muito foi investido na tecnologia de proteção elétrica dos automóveis. Basta lembrar que antigamente os carros costumavam ter apenas um fusível geral protegendo todos os circuitos elétricos. Lembrar disso, e pensar na grossura dos fios dessa época, isso sim são motivos para assustar!

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Um curto é quando correntes elétricas opostas se aproximam até se tocarem…

Podemos dizer que no meio do caminho de uma corrente há uma pedra, ou melhor, um fusível. A diferença é que ele está por ali para ajudar, ser uma proteção sempre em prontidão. É como se ele fosse um ponte feita para suportar apenas o “peso”, ou a caloria normal que uma corrente produz. Mas nesse caso, se a ponte cair, um acidente será evitado.

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Na imagem acima podemos entender a proteção do fusível em um circuito qualquer (poderia ser o circuito de um farol). Reparem como ele está trabalhando como uma ponte descrita no outro parágrafo. Se retirarmos a lâmpada e encostarmos os fios acontecerá o curto, a corrente seguindo um caminho menor. O fusível, então, se partirá instantaneamente, evitando uma caloria extrema e danos maiores no circuito. Em outras palavras: um circuito, qualquer que seja, jamais deve ser energizado sem um fusível em linha, ou no meio do caminho servindo de “ponte de segurança”. Isso é uma conclusão bem lógica.

É bom lembrar que um curto pode ser causado propositalmente. Mas na maioria das vezes acontece por uso inadequado ou por acidentes de trânsito, onde o reparo não levou em consideração danos a fiação. Uma revisão periódica dos fusíveis é uma boa ideia. Ela deve ser feita consultando o manual do carro para conferir se todos os fusíveis estão cumprindo sua missão adequadamente. Ou seja: cada um no seu quadrado, cada um com sua amperagem correta.

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