Garantia de baterias

Como funciona? Somente quando uma garantia de bateria é solicitada é que percebemos o pouco conhecimento da parte dos donos de automóveis. Talvez seja assim com qualquer outro produto que compramos, como, por exemplo, uma televisão. Dificilmente lemos os requisitos de uma garantia. E quando a lemos, fazemos em partes, e nem sempre as partes mais importantes, como: Quanto tempo tem de garantia? O que a garantia cobre ou não cobre? O que seria um defeito de fábrica? Essas perguntas serão respondidas nesse post do Mão ao Auto, além de outros já publicados e assinalados como links neste texto.

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          Tempo de garantia

A garantia por lei é de apenas três meses. O que é garantido além disso é um contrato que a fábrica assina com o comprador assim que uma bateria é vendida. É conhecida como garantia contratual. Portando, a garantia tem início a partir da data que o vendedor escrever no documento que vem junto com a bateria. Não se descuide de acompanhar o preenchimento da garantia. Um bom vendedor escreve apenas o mês e o ano, não colocando o dia. Isso é bom para o consumidor, pois a garantia vai abranger todo o mês assinalado. Quanto ao tempo total, isso depende da fábrica. Algumas garantem por 12 meses e outras por 15 (baterias de 80 e 90A para automóveis) e 18 meses. Mas, como escrevemos no início, o tempo e as condições estão descritas no cartão de garantia. No caso da bateria estragar durante a garantia, a fábrica troca a peça, mas o tempo de garantia continua sendo o da primeira compra (a que deu defeito). A única exceção é quanto a bateria estraga com menos de três meses para terminar a garantia. Nesse caso, por lei, a fábrica tem que dar no mínimo mais 3 meses (o famoso “vício oculto” previsto no CDC) , mesmo que ela tenha estragado no último dia da garantia. As fábricas entendem que a vida útil da peça é o mesmo da garantia contratual. Fique de olho.

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 O que a garantia cobre?

Eis uma resposta difícil, pois a palavra final é sempre da fábrica e seus representantes. Afinal, uma bateria pode descarregar por vários motivos, entre eles uma montagem ruim da indústria, quando se usa materiais de baixa qualidade, e até o o uso de pouco chumbo para economizar. E nenhum motorista consegue questionar esses defeitos a não ser na justiça que não admite nada em linhas minúsculas, ou, como é o caso, um assunto pouco esclarecido. Então é melhor entender os casos que a fábrica não cobre, o que irá facilitar sua vida em caso de dúvidas.

O que a garantia não cobre?

Muitas coisas. Bateria com sinais de queda, pólos (os redondos) derretidos ou faltando pedaço; vazamento de solução nos pólos; aplicação errada da bateria (nesse caso vale o que a fábrica de bateria diz em seus catálogos de aplicação), bateria simplesmente descarregada por carro parado ou algum acessório ligado e esquecido (nesse caso não há defeito e basta uma carga lenta que, evidentemente, será cobrada). Ficou claro que vale pena dar uma inspecionada na bateria que vai ser instalada. Aliás, é um direito seu. E por último: sobrecarga. Este item é o que mais estraga baterias de maneira silenciosa. Algumas vezes são percebida a tempo quando o motorista resolve fazer um teste, uma revisão elétrica que deveria ser rotina.

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O que é sobrecarga? Pode acontecer de duas maneiras: quando seu alternador carrega em excesso a bateria, danificando toda a estrutura interna dela. Este é o caso que pode ser evitado em uma revisão elétrica. A garantia não cobre porque é um defeito do carro e não do produto. A segunda situação é quando o motorista usa constantemente os acessórios elétricos do carro, como ar-condicionado, limpador de para-brisa, etc. Mas nesse caso os Táxis e carros de aluguel, além de ambulâncias e veículos policias, são os principais atingidos exatamente por acusa do uso constante, o carro sendo instrumento de trabalho. Não faz muito tempo e muitas garantias valiam apenas três meses para Táxis e outros veículos de muito uso. Também sugerimos ler com atenção se a garantia cobre o ou não uma sobrecarga. Peça ao vendedor que confirme isso.

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 O mais importante é você estar consciente dos seus direitos e isso significa estar por dentro do assunto. Não receie de ler a garantia com atenção. No caso de dúvidas pergunte ao revendedor, ou ligue para o atendimento ao consumidor que toda fábrica de respeito disponibiliza.

Vale também uma dica: algumas marcas vão além da garantia normal e oferecem serviços como reboque em caso de qualquer pane elétrica, inclusive defeito na bateria. Evidentemente que a bateria tem que estar dentro do prazo de garantia e atender os termos especificados no cartão.

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