Sp2, uma raridade valiosa

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De fato eram dois modelos, o Sp1 e o Sp2. O significado das letras é simples, apesar das lendas que surgiram na época. Sp significava São Paulo. Foi um homenagem da montadora a maior cidade da América Latina.

O Sp1 era equipado com motor 1600 da Variant ( o famoso Boi deitado), e por isso ganhou o apelido de Sem Potência devido as letras e a evidente falta de potência. O Sp1 durou pouco, mas o belo design fez a fábrica investir em um motor único, um 1700 refrigerado a ar que contribuiu mais ainda para a raridade do modelo nos dias de hoje.

Mesmo assim ele não emplacou no mercado brasileiro e foram apenas 5 anos de fabricação (72 a 76). Alguns admiradores do carro comentam que ainda houve um modelo Sp3, mas que era bem diferente  dos Sp1 e Sp2, principalmente na mecânica, com um motor dianteiro emprestado do Passat TS, outra lenda da época. Essa adaptação parou no protótipo, ou era fabricado apenas a pedidos.

Mas os colecionadores admiram o desenho ousado dos Sps, algo que ia além dos esportivos da época. Mesmo com um belo interior, aletas laterais de refrigeração, e um bom espaço pra duas pessoas, (pois assim são os esportivos), o Sp2 caiu em desgraça a ponto da fábrica oferecer conversões para o Sp3 como se isso fosse tirar os modelos fabricados do mercado.

Esse histórico diferente faz desse carro uma das maiores raridades automobilísticas já fabricadas no Brasil. Apenas os modelos Dodge SE, fabricados na mesma época, têm uma história parecida e raridade semelhante. Alguns Sp2 estão a venda por até 120 mil reais! Não é apenas sua raridade que justifica valores tão altos. Seu estilo é atual, sua beleza encanta qualquer motorista de hoje. Sua baixa altura o faz um modelo único no mercado nacional e harmoniza totalmente com o restante do projeto.

O início dos anos setenta foi uma época diferente no setor automobilístico nacional. A economia vivia o conhecido, porém curto, “milagre brasileiro”, com gasolina muito barata. Por isso as fábricas podiam imaginar automóveis como o Sp2, o Zé do caixão e tantos outros projetos. Algo similar seria impossível nos dias de hoje.

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