Opala uma raridade preciosa

Assim alguns motoristas se referem ao seu Chevrolet Opala, carro antigo que começa se transformar em uma verdadeira preciosidade. Suas linhas longas e aerodinâmicas encantaram gerações e desbancaram do mercado modelos como o Charge RT e Maverick.

Assim como o fusca, o Opala é um carro de fácil manutenção. Possui um motor que primeiramente equipavam robustos tratores pelo interior brasileiro. É fácil concluir a durabilidade destes motores equipando automóveis bem mais leves que tratores e jericos, o que também faz do Opala uma raridade preciosa

Opala uma raridade preciosa

Alguns belos modelos da linha Opala

Certo ditado diz: “O que mais dura no mundo é sola de pé, mulher, e Chevrolet!” O Opala é um exemplo disso, resistindo bravamente ao tempo graças, também, aos seus apaixonados proprietários, pois nem mesmo um foguete da Nasa resiste a falta de uma manutenção adequada. O Opala é um modelo bastante procurado por estrangeiros por ser único, bem diferente de seus “primos’ espalhados pelo mundo.

Como o conselho dado na primeira matéria sobre o Fusca, deve-se comprar peças do Opala ainda disponíveis no mercado, pois muitas já saíram de linha. Veja a opinião de um especialista em automóveis:

“Sempre se afirma, quando um carro deixa de ser produzido, que o fabricante é obrigado — por lei — a manter peças de reposição por oito anos. Na verdade, não existe lei nenhuma que obrigue empresa alguma a continuar oferecendo peças de um carro que saiu do mercado, pois a única regra que se aplica no caso é a infalível lei da oferta e da procura. O Fusca deixou de ser produzido há anos, mas ainda existem centenas de milhares circulando no Brasil — o que compensa continuar produzindo suas peças de reposição.  Entretanto, um modelo produzido (ou importado) em pequena quantidade é um ‘‘pepino’’ na mão do proprietário pois, quando sai de linha, empresa nenhuma vai assumir o prejuízo de produzir ou manter suas peças em estoque. É o caso das diversas importadoras que se estabeleceram no Brasil e depois desistiram do nosso mercado. O mais recente é o da Suzuki, que anunciou o fim de suas operações no país, mas garantiu manter assistência e peças por cinco anos. Pode ser verdade, mas nada a obriga a isso. O Código de Defesa do Consumidor trata do assunto com uma simplicidade franciscana: o fabricante deve garantir as peças de reposição durante um tempo razoável… O prezado leitor poderia definir o que vem a ser, exatamente, um ‘tempo razoável?'”

Pois então, se você achar uma peça de seu veículo antigo, compre-a e comece a montar seu estoque próprio de reposição.

As lâmpadas de meu Opala são especiais?

Não. São quase todas usadas até hoje por veículos mais modernos e encontradas facilmente. São comuns nos Opalas as lâmpadas de faróis: H4, H5 , e os famosos Silibims, que são faróis completos que quando queimam troca-se por outro farol. Incrivelmente os preços são bem parecidos com uma simples lâmpada. A instalação e troca são fáceis, bastando ter acesso a alguns poucos parafusos. Os veículos antigos eram construídos com muito mais lógica para reparos do que os de hoje.

Ao contrário do Fusca, o Opala já vem equipado de fábrica com um alternador que produz energia mais do que suficiente para suprir a parte elétrica desse Chevrolet. Até hoje é uma peça de fácil manutenção.

Seu Opala também possui fusíveis de vidro, uma espécie de lenda dos componentes elétricos automotivos. Testá-los exige, além do estado visual, uma lâmpada de teste caso o filamento não esteja claramente interrompido. Este tipo de fusível costuma queimar em suas pontas, sua solda se soltando e assim nada será visto pelo proprietário. Uma sugestão, assim como no Fusca, é trocar todos os fusíveis periodicamente.

Opala uma raridade preciosa

 

 

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